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PRESÍDIO DE MANHUMIRIM PRECISA DE MELHORIAS

Reunião na Câmara tratou do assunto

Na manhã desta quarta-feira, 12 de fevereiro, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara, formada pelo seu presidente Ivan Caetano e os vereadores João da Casa Franco e Helinho Mendonça se reuniu na sede do Legislativo com o presidente da Câmara Dário Veiga, a presidente da APAC, Renata Elisa, o diretor do presídio de Manhumirim, Maikel Bruno Nunes e o agente de segurança penitenciária, Thyago Zape. Os assuntos que motivaram a reunião merecem destaque. De um lado, famílias fazem reclamações por melhorias no tratamento dos detentos, por outro, a situação precária do presídio que precisa de reformas urgentes. O presidente da Câmara Dário Veiga disse que foi procurado por estes familiares que reclamaram sobre a comida que, apesar de ser boa, tem vindo com pouca quantidade e o exagero, ainda segundo estes familiares, de violência de alguns agentes com os detentos. O diretor do presídio disse que o trabalho precisa ser feito com rigor sim, mas que vai investigar se algum abuso está sendo cometido.

O trabalho da Suapi

Em Manhumirim, há apenas três meses, a antiga cadeia municipal passou a ser o presídio administrado pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), ligada à Secretaria de Estado de Defesa Social. Avanços foram sentidos, pois a Suapi trabalha com regras rígidas, o que promove a segurança e ensina disciplina ao preso. Os vereadores que integram a comissão disseram que a cadeia foi assumida muito desestruturada, com muitas reclamações e que já melhorou muito, com reclamações pontuais. “Muitas pessoas não entendem as regras impostas pela nossa equipe, como a proibição das mulheres entrarem de saia. Só é permitido entrar de calça jeans porque já aconteceu de mulheres entraram no presídio com droga armazenada nas partes íntimas ou chip e a calça dificulta mais. Todas as regras têm um motivo”, explicou o diretor. 

Do que o presídio precisa

Maikel disse que é preciso conseguir recursos para as obras estruturais urgentes no presídio não só porque está em condições precárias, com goteiras, mas também para que seja possível desenvolver um trabalho de ressocialização dos detentos e dar condições de trabalho aos profissionais, como sala de aula, laboratório de informática, lavanderia, cozinha, administração, sala para atendimento - já que atuam no presídio profissionais, como advogados, psicólogo, enfermeiro, médico – e também uma portaria para atendimento dos familiares. “Nosso objetivo é que aquela pessoa que está presa consiga sua recuperação, podendo até mesmo fazer curso superior, mas é preciso ter estrutura para isto”, defendeu ele, falando da modalidade de ensino à distância, prática em outros presídios. O vereador Helinho Mendonça defendeu que a Câmara é um ótimo local para a busca de soluções: “Nossa função também é esta, correr atrás de recursos para a melhoria do presídio”. A presidente da APAC, Renata Elisa desabafou que as pessoas que já cumpriram sua pena têm muita dificuldade de ter uma chance de trabalho e que a sociedade pode ajudar. Ao final da reunião o presidente da Câmara Dário Veiga e os vereadores da comissão assumiram o compromisso de agendar uma audiência pública na Câmara o mais rápido possível. O objetivo é convidar representantes da Justiça, autoridades de Manhumirim, das cidades que integram a Comarca e a população para reunir esforços. Afinal, todo detento recuperado soma em mais segurança para toda a população.

 

Assessoria de Comunicação
Câmara de Manhumirim 

 

 

 

 

 

 

 Pres. da APAC, Renata Elisa, agente Thyago, presidente da comissão Ivan Caetano, diretor do presídio Maikel, membros da comissão Helinho Mendonça e João da Casa Franco e presidente da Câmara Dário Veiga

 

 

 

 

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