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CARNAVAL

UMA TRADIÇÃO DA CIDADE QUE PEDE SOCORRO EM MANHUMIRIM

A CIDADE FAZIA A DIFERENÇA...

NOS ÚLTIMOS ANOS O QUE TEMOS É UMA CÓPIA POBRE E MAL FEITA. MAS, ISSO PODE MUDAR...

Manhumirim tem um grande potencial turístico e artístico ignorado pelos nossos governantes e demais autoridades há alguns anos.

Ainda ostentamos o título de cidade hospitaleira, terra da cultura, das artes e de uma boa diversão.

Títulos que estão se perdendo ao longo dos anos por falta de inteligência dos prefeitos da cidade.

Depois dos prefeitos Jorge Caetano e Nico Franco, veio o Sr. Erval Mendes, que no primeiro mandato voltou com os desfiles das escolas de samba. Mas, na sua segunda gestão, um de seus assessores achou melhor gastar o dinheiro com bandas, acabando assim com o brilho dos desfiles.

Depois foi eleito um prefeito de fora da cidade que nunca se interessou pela cultura local. O negócio dele era fazer algumas obras de concreto e não investiu nada de concreto para o progresso do povo. Ele nunca teve raízes na nossa terra. Coisas como cultura e história local nunca interessaram para ele...

Daí, fomos perdendo nossa identidade cultural e as verbas para as festas tradicionais foram dissolvidas em bolsos alheios aos verdadeiros sentidos de respeito com o povo e a cultura da cidade.

Agora como gestora da nossa terra está a prefeita Darci Braga, que é da cidade e pretende resgatar nossas tradições, mas até agora só vem copiando o que os três últimos prefeitos fizeram. Mas, confiamos em um futuro melhor e nunca perdemos as esperanças.

O que nossos administradores tem que colocar na cabeça é que temos que fazer diferente. Temos que ter atrativos turísticos e culturais. Pois, só conseguimos atrair pessoas de fora com novidades.

E isso traz divisas para Manhumirim, porque o dinheiro não vem voando, ele vem é no bolso de gente.Portanto, lugar que circula muita gente, circula dinheiro, progresso.

Banda na praça agora tem até em cidades menores do que a nossa. Virou mesmice, tudo igual...

Mas, o que interessa é que nosso povo é guerreiro. Temos os blocos tradicionais como o Bloco das Minas, As meninas de Chita, algumas pessoas estão colocando fantasias e saindo para as ruas e a festa está voltando aos poucos.

Temos também a festa da MULA ATÔMICA e MULAMBADA, que não devemos confundir com carnaval. A rapaziada faz festa, quem tem que fazer CARNAVAL é a prefeitura.

Portanto, caros leitores, vamos aproveitar e divulgar nossa cidade.

Feliz carnaval com muita alegria, paz e confraternização.

E esperamos que nos próximos anos tenhamos um carnaval de verdade, com programação definida com antecedência, divulgação profissional e organização como tínhamos em um passado muito recente.

Por enquanto vamos ficar felizes com o que temos. Pois no momento é o melhor que está tendo...

Josimar Veiga - Secretário de Educação e a Prefeita Darci Braga em uma festa de carnaval em uma das escolas municipais de Manhumirim. A prefeita certamente vai rever esta questão do carnaval e das festas da cidade. O povo não aguenta mais esperar e ver o festival de mesmice todo ano. Há dezoito anos que a coisa funciona do mesmo jeito, gastando dinheiro com palco e bandas de fora enquanto a cultura de verdade está empoeirada dentro da gaveta do comodismo


A banda Santa Cecília de Manhumirim, fundada quando João Rosendo era o Diretor de Cultura de Manhumirim, se apresenta nos carnavais de várias cidade, menos na própria terra natal. O dinheiro vai bandas de fora...

Crianças fantasiadas nas escolas municipais- o início do reforço das nossas tradições

A fantasia do verdadeiro carnaval começa a acontecer na cidade

O BLOCO DAS MINAS também luta pela volta do carnaval raiz, o verdadeiro carnaval com fantasias

Simplício, Betão, Penha e Adriano - trabalhando no bar da Escola de Samba MOCIDADE DO ISIDORO para arrecadar fundos para o desfile, enquanto o prefeito passado também gastava a verba do carnaval com palco, trio elétrico, bandas e outras "coisitas más"

Quadra lotada no ensaio de bateria da MOCIDADE DO ISIDORO

Fachada da quadra da Escola de Samba MOCIDADE DO ISIDORO - movimento todos os dias que antecediam ao carnaval

Mecaninho - Presidente da Escola de Samba BEM-TE-VI conversou com a gente e disse que desde a administração passada que não há interesse por parte da prefeitura em apoiar as escolas de samba de Manhumirim. -"Gastam o dinheiro todo com bandas e palco e querem dar uma mixaria pra gente"

A escola de samba BEM-TE-VI é registrada, está com a documentação em dia e tem bateria, carros alegóricos e componentes que gostam da festa, só não houve interesse por parte da prefeitura

Mecaninho nos falou que procurou a pessoa responsável pelo carnaval e não obteve resposta alguma...

Quem sabe no ano que vem as coisas serão diferentes... O povo espera.

Mesmo com pouco dinheiro as escolas de sambas e blocos tradicionais mostravam um bom desfile para o povo. Na foto um carro alegórico da escola de samba BEM-TE-VI

O ex-prefeito Jorge Caetano e esposa Dalva Celeste em um animado desfile do Bloco Flor de Abacate. Naquele tempo a prefeitura era pobre, mas sabia dividir o dinheiro que ficava na cidade nas mãos de costureiras, carpinteiros, serralheiros, comércio local. Hoje,vai tudo pra fora...

A quadra da Escola de Samba MOCIDADE DO ISIDORO lotada por ritmistas, sambistas e pelas famílias da cidade

Neide Zapp - destaque de ouro da MOCIDADE DO ISIDORO também lamenta a falta do verdadeiro carnaval

Ziláh Chaves Correa brilhava na avenida com suas luxuosas fantasias. Hoje o que vemos na praça e um festival de mesma coisa... Toda festa é igual há 18 anos, tudo a mesma coisa...

Priscila Veiga Freire, a rainha da bateria da MOCIDADE DO ISIDORO - a alegria em forma de pessoa

Grandes alas e muita criatividade no carnaval da MOCIDADE DO ISIDORO que acabou por falta de administração dos prefeitos passados, que gastavam (e gastam até hoje) noventa e nove por cento da verba com som, palco e bandas e querem dar o resto de esmola para as escolas de samba e blocos tradicionais

Emílio Khede, Afonso e Furmigão - os intérpretes do samba enredo da Escola de Samba Mocidade do Isidoro

Furmigão e Toninho cantando o samba da Mocidade do Isidoro

As grandes alegorias da Mocidade do Isidoro

O abre-alas, a águia da Mocidade do Isidoro

Uadmar Sales, destaque de ouro da Mocidade do Isidoro

Byron, Solange Tostes (Sol), Sílvio Mussi, Cecília Borel e Louro no carnaval de rua de Manhumirim

No chão José Machado, Cal Vidal, Zé Vula e Maria Clara. Em pé Maria Emília, Clemilda Rodrigues Tavares, Leila, Michele e Maria Veiga.

Família de Carlos Fontoura prontos para mais uma matinê no carnaval tradição de Manhumirim

Os jornais da região e do estado apontavam Manhumirim como o melhor carnaval da região, o terceiro do estado de Minas Gerais

Comissão de frente

Ala da MOCIDADE DO ISIDORO

Bairro do Isidoro em 1965 - Bloco dos esfarrapados. Isso é tradição, é amor pelo verdadeiro carnaval. O carnaval cultura

 

 

Manhumirim já teve até um Sambódromo com arquibancadas, decoração de rua e centenas de visitantes

Palco, decoração e arquibancadas para o povo assistir às atrações do carnaval: assim era a nossa folia de Momo que pode voltar melhor do era. É só SABER FAZER e trabalhar...

Ripa, plástico e lâmpadas: uma decoração que fica muito mais barata que o pagamento de uma banda dessas que tocam aí na praça. É só saber gastar o dinheiro, ter gente que saiba fazer e que saiba também quando um valor está SUPERFATURADO

-'Ainda quero voltar a desfilar no carnaval de Manhumirim. Ver a cidade cheia para assistir o trabalho dos nossos artistas da terra" - confidencia o destaque da MOCIDADE DO ISIDORO, Luiz Franchine

Bonecos gigantes, boi, mulinhas, nega maluca e as arquibancadas lotadas pelo povo da cidade e por visitantes

Pequenas escolas e blocos anunciavam a volta do carnaval de rua que acabou pela má divisão da verba para o carnaval administrada pela prefeitura. Deram prioridade à som, palco e bandas e ESMOLA para as escolas de samba e blocos

A nega maluca: rainha de fotos na avenida

Lauro Célio e Fernando Jésus - dois batalhadores pelo carnaval da cidade. O primeiro já partiu, o segundo lamenta a falta do carnaval de verdade

Pipoca, Mírian, César do Biliu e Fernando Jésus no carnaval de 1993

O BALAIO DE GATOS - era feito em um armazém de café, com música ao vivo tocada pela banda FURIOSA que executava sambas, marchinhas e músicas atuais

Soraya, Rose e Evelyn Fontoura

Lorena Fully Coelho uma estrela da Escola de Samba Estrela

Belas destaques da Escola de Samba Estrela

Luis Franchine e Maria José Ribeiro na Estrela

Lorena na Estrela

Erondino (Dino) no bloco Flor de Abacate

A Porta-bandeira do Flor de Abacate

A Banda Santa Cecília, a nossa simpática FURIOSA com balainho e demais componentes e amigos alegravam o carnaval tradição de Manhumirim

Nos barracões das escolas de samba as alegorias e fantasias eram confeccionadas. O dinheiro dos impostos pagos pelo POVO ficava na cidade nas mãos de costureiras, carpinteiros, serralheiros, blocos,no comércio local. De 18 anos para cá, vai tudo embora nas mãos das bandas de fora e escondido nos bolsos de uma meia dúzia

Eudes Donato - uma amante do carnaval arte

Eudes Donato e Paulo César - Porta-bandeira e Mestre-sala da Mocidade

Margarida e Luis Franchine - animados destaques do nosso carnaval

Júlia Destro e Marquinho Vaz

Os mascarados em um animado baile de carnaval do abandonado e mal administrado Clube do Grêmio Manhumiriense de Desportos

A quadra da MOCIDADE DO ISIDORO

O povo aguardava nas ruas o desfile dos blocos e escolas de samba da cidade.

Adriano, Simplício e Betão em um ensaido da MOCIDADE DO ISIDORO

Gracinha Maciel - Destaque e colaboradora da MOCIDADE DO ISIDORO

Ala das crianças da MOCIDADE DO ISIDORO

Equipe de arte trabalhando no barracão de alegorias da MOCIDADE DO ISIDORO

Jornais históricos comprovam a tradição do nosso carnaval. Prefeitos como Jorge Caetano, Nico Franco e Erval Mendes (no primeiro mandato) apoiavam a festa. Agora, o povo confia e espera que a prefeita Darci Braga fique na história como a gestora que RESGATOU o carnaval de Manhumirim.

Diretoria do BLOCO MULAMBADA

BLOCO MULA ATÔMICA

João Rosendo e a bateria da MOCIDADE DO ISIDORO

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

TEXTO: JOÃO ROSENDO

FOTOS: ROBERTO TEIXEIRA

PUBLICADO EM 13 DE FEVEREIRO DE 2015

 

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