HISTORIA DO JUBILEU DO BOM JESUS DE MANHUMIRIM - CEM ANOS DE FÉ NA CRUZ DE JESUS CRISTO
 

 

 
 
             
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JUBILEU DO BOM JESUS - CEM ANOS DE FÉ NA CRUZ DE JESUS

Jubileu: A festa da Exaltação da Santa Cruz de Jesus Cristo

O Jubileu foi criado para homenagear o dia da Santa Cruz. Com o passar dos anos ela se estendeu passou a ter oito dias, começando no dia da Pátria, 07 de setembro, e terminando na Festa da Exaltação da Santa Cruz, dia 14 de setembro

FATOS E BOATOS

Muitos mitos correm de boca em boca sobre a história de Manhumirim.

Estórias que não condizem com a verdade são passadas através dos tempos e muitos não conhecem a verdadeira HISTÓRIA da terra do Bom Jesus.

O PRIMEIRO JUBILEU NÃO FOI NA IGREJA DO BAIRRO DO ROQUE

Comentários inverídicos como a primeira igreja contruída em Manhumirim foi no Bairro do Roque onde aconteceu o primeiro  Jubileu  e outras inverdades são passadas por algumas pessoas que não conhecem a história e não tiram um tempinho para ler e conhecer a verdade.

O Jubileu foi iniciado no dia 13 de setembro de 1917, na igreja matriz do Bom Jesus, na época ainda um templo de madeira, construído mais ou menos no mesmo local onde hoje ergue-se o magestoso Santuário do Senhor Bom Jesus.

A festa religiosa foi criada para comemorar o dia da Santa Cruz, celebrado em 14 de setembro.

No início era apenas um dia de festa, com o decorrer dos anos passou para três, quatro até chegar hoje nos oito dias, com início no dia da Pátria, sete de setembro, e finalizando com a comemoração da Festa da Exaltação da Santa Cruz, segundo relatos históricos em escritas do criador do Jubileu, o Padre italiano Salvador Cetrângolo.

UM POUCO DA HISTÓRIA...

Padre Salvador Cetrângolo chegou à freguesia do Bom Jesus em 1910. Logo que pisou esta terra, percebeu seu potencial e trabalhou para transformá-la em Curato.

Com seu espírito missionário conseguiu animar e articular o povo em favor deste ideal. Procurou documentar o terreno do Bom Jesus, pois ter um patrimônio que garantisse sua subsistência era uma das exigências para a criação de um novo curato.

Em 1911, junto ao prefeito e a câmara de Manhuaçu, MG,(Manhumirim na época pertencia à comarca de Manhuaçu), Padre Salvador conseguiu ter em mãos o documento das terras da freguesia do Bom Jesus. Depois deste laborioso esforço, Dom Silvério, Arcebispo de Mariana, cria o curato Bom Jesus de Manhumirim e nomeia o Padre Salvador Cetrângolo.

As atividades de Padre Salvador não param, em 1912, construiu três capelas para seu curato: São Roque, em Manhumirim; Santo Antônio na Vargem Grande; São Benedito no córrego da Jacutinga (estas duas hoje Alto Jequitibá), a fim de melhor servir o povo de Deus.

Padre Salvador então propôs a Dom Silvério a criação do Jubileu do Bom Jesus. Nessa ocasião estiveram presentes os párocos de Muriaé, São Lourenço de Manhuaçu, São Simão de Manhuaçu (hoje Simonésia). 

Este acontecimento se deu no dia 13 de setembro de 1917, véspera da Festa da Exaltação da Santa Cruz, portanto o primeiro ano do Jubileu do Bom Jesus de Manhumirim.

O JUBILEU FOI CRIADO PARA COMEMORAR O DIA DA SANTA CRUZ DE JESUS CRUCIFICADO

No início a festa era apenas de um dia (14 de setembro) comemorando o dia da Santa Cruz, mas, devido a grande quantidade de fiéis que vinham de outras cidades da região, os dias foram aumentando até chegar hoje nos oito dias de comemoração, de sete a quatorze de setembro.

Uma festa que chega a muitos corações que se identificam com a cruz do Bom Jesus Crucificado, mas que acreditam na vida nova que dela surge.

FONTE: Jornais O Lutador, Opinião, Pinga-fogo - Livro "Manhumirim, Município e Paróquia" de Padre Demerval Alves Botelho e arquivos de fotos, panfletos e vídeos JR PRODUÇÕES de João Rosendo

Padre Demerval Alves Botelho, historiador e escritor ao lado de João Rosendo - jornalista, artista plástico e cineasta.

ATA DA ABERTURA DO JUBILEU
Aos treze dias do mês de setembro, do ano do Nosso Senhor Jesus Cristo, de mil novecentos e dezessete, neste Curato do Bom Jesus de Pirapetinga, hoje Manhumirim, diocese de Caratinga, sendo administrador Excelentíssimo e Reverendíssimo Arcebispo de Mariana, districto de Manhuassu, sendo cura o Rev. Padre Salvador Cetrangolo, presentes os Padres João Batista Reis, José de Maria Gonsales, Miguel Schettini, respectivamente Vigário de Lage do Muriahé, São Lourenço do Manhuassu e São Simão de Manhuassu, às dezoito horas, achando-se a Igreja Matriz repleta de fiéis, subiu ao púlpito, o Rev.  Padre  João Batista Reis que fez sciente a todos os presentes a concessão verbal dada pelo Excelentíssimo e Reverendíssimo Arcebispo de Mariana, em sua passagem ao contestado a dois de agosto de 1917. Em seguida explicou as vantagens espirituaes, mostrou o grande proveito das graças que Nosso Senhor  derrama nos corações dos fiéis durante o Jubileu, e declarou aberto o Jubileu. E para constar mandou lavrar esta acta que vae assignada pelo Reverendíssimo Cura e mais vigarios presentes. Pe. Salvador Cetrangolo, Pe. João Batista Reis, Pe. Miguel Schettini e Pe. José de Maria Gonsales.

CARIMBO: CURATO DE BOM JESUS DE MANHUMIRIM – DIOCESE DE CARATINGA

As alunas do Colégio Santa Teresinha e Ginásio Pio XI faziam a abertura oficial do Jubileu do Bom Jesus, no dia 07 de setembro que acontecia no entorno Praça Getúlio Vargas, além de desfilar pelas ruas da cidade, culminando com a ABERTURA DO JUBILEU na Igreja Matriz

Desfile do "Tiro de Guerra" na Praça Getúlio Vargas

 

 

 

 

Documentário produzido em setembro de 2017 por JR PRODUÇÕES contando a história do Jubileu do Bom Jesus de Manhumirim, por ocasião da comemoração dos CEM ANOS da festa. Imagens históricas raríssimas da festa da EXALTAÇÃO DA SANTA CRUZ. Participação especial dos Padres Demerval Alves Botelho, Marcos Antônio Aguiar, Edmilson Silva e Paulo Dias

IGREJA MATRIZ DO BOM JESUS DE MANHUMIRIM - Ano 1902 ainda de madeira, construída mais ou menos no mesmo lugar onde hoje é o Santuário do Senhor Bom Jesus. As casas abaixo onde hoje é a Praças Getúlio Vargas, perto da Câmara Municipal. Casa 01: proprietário Luiz Segal que vendeu depois para Alexandre Moranga. Casa 02: A CASA DO CONSELHO; ali se reuniam os conselheiros do distrito prestar contas para Manhuaçu, sede da comarca. Na parte de baixo da casa fica o TRONCO, a cadeia da época. Casa 03: proprietário Santinho Malosto. Casa 04: proprietário Sr. Abel, foi assassinado dentro da própria casa. Casa 05: comércio do senhor Felício Pechara. Casa 06: de João Ker, Delegado de Polícia. Foi assassinado na porta de sua venda, justamente no momento que voltava da missa. Casa 07; não identificada. Casa 08: Hotel Lulu Pinto, de Luiz Pinto de Cerqueira. Casa 09: Padaria de João Luiz, pai de Francisco Luiz, padeiro apelidado de "Urso" ou de Chiquinho padeiro. Casa 10: IGREJA MATRIZ DO BOM JESUS DE PIRAPETINGA - primeira igreja de Manhumirim. Casa 11: Capela do Cemitério, a qual aparece murada. Casa 12: Coreto que, em geral, local para apresentaçoes artísticas. O cidadão de pé, camisa branca e calça preta é José Nagem, libanês.

Praça Getúlio Vargas, centro de Manhumirim. No seu entorno havia cinema, teatro, a prefeitura e os órgãos públicos administrativos. O local foi deixando aos poucos de ser o centro da cidade depois que a estrada de ferro instalou-se no município.

Praça Getúlio vargas no seu auge do sucesso. O prédio onde hoje é sede da Câmara Municipal era a sede da prefeitura

Dom Silvério Gomes Pimenta: primeiro Arcebispo de Mariana que autorizou verbalmente a criação do Jubileu do Bom Jesus de Manhumirim no ano de 1916, oficializando em 1917 a grande festa da Exaltação da Santa Cruz

Roque Porcaro, Senior - inciador do Bairro do Roque onde foi construída a primeira capela de Manhumirim no ano de 1912

Bairro do Roque: a primeira CAPELA construída em Manhumirim EM 1912

Igreja Matriz do Bom Jesus de Manhumirim em construção

Documentário feito por JR PRODUÇÕES no ano de 1987 quando comemoramos os 70 ANOS DO JUBILEU DO BOM JESUS DE MANHUMIRIM

 

 

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