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PARALISAÇÃO DAS PREFEITURAS NÃO TEM APOIO EM NOSSA REGIÃO

Prefeituras da região não aderem à paralisação por conta da crise

Cerca de 68% das cidades mineiras, espalhadas por todas as regiões do Estado, aderiram à manifestação desta segunda-feira, dia 24/08, que conta com o apoio da Associação Mineira de Municípios (AMM). Na região, prefeituras de cidades como Ipanema, Lajinha e Santa Margarida paralisaram as atividades.

O movimento que tem como slogan “Crise nos municípios: prefeituras de Minas param por você” tem por finalidade pressionar o governo federal para o cumprimento das responsabilidades com o executivo municipal.

Falta de atualização dos valores destinados ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), redistribuição da arrecadação de impostos, definição dos repasses pendentes dos convênios entre a União, estado e municípios e revisão do Pacto Federativo, estão entre a pauta municipalista que dá origem ao movimento.

MANHUMIRIM

Em Manhumirim a prefeitura funcionou normalmente nesta segunda feira pois segundo a prefeita Darci Braga:-" Já estamos em crise, com pouco dinheiro e muito trabalho, se a gente parar não vai melhorar nada por isso não aderimos ao movimento.

Da mesma forma agiu o município de Manhuaçu, administrada pelo prefeito Naílton Heringer que também não aderiu ao movimento e o Paço Municipal funcionou normalmente.

IPANEMA

Em Ipanema, a Prefeitura aderiu ao movimento reivindicando ajustes nos repasses dos Governos Federal e Estadual. Servidores participaram de um ato na região central da cidade.

SANTA MARGARIDA E LAJINHA

Já em Santa Margarida, o Prefeito Geraldo Leão destacou em seu perfil no Facebook: “Esperamos que com esta mobilização os repasses para as prefeituras sejam justos, e assim, possamos oferecer mais qualidade nos serviços de saúde, educação, segurança e emprego. Com a atual situação, ofertar esses serviços está se tornando uma tarefa árdua para todas as prefeituras. A crise nos municípios tem impedido que façamos muito do que foi planejado e que é nosso desejo para a nossa população. Esperamos que os governantes repensem que o povo é quem mais sofre com estes cortes bruscos”.

Lajinha também fechou as portas e destacou a adesão ao movimento nesta segunda-feira.

ADESÃO

Cidades com mais de 100 mil habitantes, como Uberaba, Juiz de Fora, Itabira, Barbacena, Itajubá, Divinópolis e Ituiutaba, participaram da manifestação. As pequenas cidades foram as mais efetivas, visto que muitas dependem, exclusivamente, dos repasses do FPM.

Para o presidente da AMM e prefeito de Pará de Minas, Antônio Júlio, os repasses do governo federal são as maiores fontes de receitas da maioria dos municípios, quando não são a única. "Esses valores diminuem cada vez mais, forçando os prefeitos a tomarem decisões drásticas para conseguirem atender as demandas da população".

 

 

 

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